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11 de maio de 2011

 Não há o que não se possa recordar
Embrenhando-se no mistério dos poros
Fitando o espelho que te entregam
Pelo lado de lá
A fita amarrada no dedão do pé, uma sombra no calcanhar
No suspense do poeta
Ao não dizer-se da fala
“Quando para sudoeste voar ao vento, delire nuvens e capim”
Acordar do tombo ao tornar-se chão
O espanto
Meia volta
Volta e meia
Volta tinindo no ouvido
Com qualquer sibilo astuto
a si, assado, a se espantar, em contradição, se confundir, não saber-se, e assim sendo dizer não cabe, então cala, aguarda e interrompe o tempo que não destoa em vão.
Nesses rituais de renovação
Encontrando-se no leito a desovar outros de si
Teu mestre demonstra como vencer a gravidade
E mesmo que a dúvida pereça em verdades ou desverdades
Todos parecem flutuar
Sendo você o ar

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