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26 de dezembro de 2010

Vácuo


Cuide dos números
Que cada qual igual a nada
Se transformará
Em desafetos
Dialetos
Incontáveis
Incomunicáveis

Cuide de acalmar as traças
Que o tempo
Parado no ar
Juntou poeira
E em nosso lar
A falsa sobriedade
Tem cheiro de
Miasma tumular

Mas considere aqui
neste refrão
a repetida e sempre mesma toada
Qu’ Inda deseja
não caia ao chão
E que agora reverbere em vácuo
Aquilo que não reverbera em nada


.

1 comentários:

| bia | disse...

fabiana zago curtiu isso! ;)